Dia do escritor

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Eaí meus amores, tudo numa boa? Hoje é o dia do escritor, eu fiz questão de não deixar em branco esse dia aqui no cantinho, por que guardo no meu mais íntimo desejo um dia ser uma escritora e poder lançar o meu próprio livro, esse é um desejo que carrego desde muito nova tinha 10 ou 11 anos de idade quando ele começou a aflorar, sempre fui uma adoradora de livros e passar horas e mais horas lendo um livro nunca foi tarefa difícil para mim.Então hoje trouxe duas cronicas de autores que gosto muito Martha Medeiros e Fábricio Carpinejar, espero que gostem e entrem nessa aventura chamada leitura que muito tem a acrescentar na nossa vida.

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Nunca vi nenhum homem no supermercado demonstrar preocupação com o destino da caixinha de ovos nas sacolas. Nunca vi nenhum homem controlar o seu lugar no carrinho. Nunca vi nenhum homem orientando o empacotador para não colocar nada pesado em cima da caixinha de ovos. Segue junto das garrafas de litro de cerveja e não se importa, segue debaixo da melancia e não sofre com o erro. Nunca vi nenhum homem monitorando a caixinha dos ovos na hora de pôr as compras no bagageiro. Nunca vi nenhum homem levando consigo a sacola da caixinha de ovos, tal bebê de colo. O homem despreza a integridade da dúzia, é apenas mais um item da lista. Larga para a mão de Deus ou culpa simplesmente o azar.

Já a mulher tem as fôrmas de papelão como o seu primeiro e o seu último pensamento no mercado. Dispara um alarme biológico, e não relaxa até guardar na geladeira. Para o homem, são simplesmente ovos. Para a mulher, já são pintinhos indefesos. Agem como donas da granja, chocadeiras emprestadas. A minha esposa não cansa de reiterar o cuidado, assim como a sua mãe, assim como a minha mãe, assim como a minha irmã, assim como a minha avó. Realizam uma hierarquia apurada do mais leve ao mais forte na distribuição dos produtos.

“Onde estão os ovos?” é a pergunta constante delas no momento do caixa.

O que denuncia a predisposição maternal feminina. A maternidade, ainda que não se revele em filhos, está no sangue. Está consolidada na visão de mundo. Está espalhada nos seus costumes. Está dentro da generosidade do seu olhar. Está no formato de cesto de seus braços. A mulher desenvolve uma doçura inadiável diante de cenas de orfandade. Seu radar é incansável: seja com os ovos quebradiços, seja com uma criança sofrendo, seja com um cão maltratado, seja com uma injustiça a um idoso.

Jamais é indiferente ao pouco e ao fraco. Ela se fixa na fragilidade para proteger, acolhe o que é vulnerável, não abandona o que pode se quebrar, permanece atenta e firme dando colo para tudo o que carece de atenção.

A caixinha de ovos é banal para o homem – tanto faz. Para a mulher, é a prova de que não escolhe nada em vão nesta vida.

(Esta cronica foi publicada na revista Donna da Zero Hora onde Fabrício é cronista)

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A IMPONTUALIDADE DO AMOR

Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.

O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.

A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir “eu te amo” num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir “eu te amo” numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.

 ( Retirei essa crônica do site: Refletirpararefletir.com)

Então é isso meus amores, que possamos ter cada vez mais escritores no mundo, que a criatividade nunca seja um empecilho, e que escrever seja sempre um hobb prazeroso para a vida de quem escolhe esse caminho.

E você qual seu escritor favorito nacional? Me conta nos comentários para que eu também possa conhecer suas aventuras.

Beijinhos no coração!

4 Comments

  1. Daniella Dias

    26 de julho de 2016 at 9:23 pm

    Não sabia que ontem tinha sido dia do escritor!
    Eu tenho alguns autores preferidos, mas nacional eu gosto de Paulo Freire que é da área de educação e aprecio muito.

    bjO

    Dany
    Breshopping da Dany
    http://www.brechodanylins.com.br

    1. Moh

      27 de julho de 2016 at 8:12 pm

      Também gosto dele estudei um pouquinho de Pedagogia e o Içami Tiba vale muito a pena ler e estudar seus conceitos…bjinhos e obrigada pela visita <3

  2. Vera

    1 de agosto de 2016 at 5:30 pm

    Eu gosto muito dos dois. Tanto que, no meu blog, tenho várias publicações deles.
    Boa semana!
    Beijosss

    1. Moh

      1 de agosto de 2016 at 8:22 pm

      Obrigada pela visita, eles são muito bons mesmo <3 bjinhos no coração <3

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