As crianças estão perdidas, ou os papais estão perdendo suas crianças?!?!?

Estava eu, sentada na sala de espera da minha doutora, mais especificamente, ginecologista, aquela coisa toda de todo o ano, houve antes todo um preparo psicológico pra então estar sentada ali mais uma vez, para passar pelos mesmos procedimentos, estava vagando em meus pensamentos, pensando o quanto seria mais fácil não fazer nada daquilo, quando um garotinho me tirou dos pensamentos.

Ele tinha mais ou menos 5 anos, e estava inquieto dentro daquela pequena sala, a mãe que passava a mão ansiosa na barriga mandava que ele se aquieta-se, os olhos da mãe não saiam da tela do celular, ela chamava  atenção do garoto e ao mesmo tempo, respondia a amiga no watts, chamava mais uma vez a sua atenção enquanto curtia uma foto de amigas em frente ao mar, e o pequeno ali, pulava em um pé só, mexia nas revistas, e imitava o som de um carro o mais alto que podia, por fim a mãe largou vagamente o telefone e puxou o menino pelo braço, olhou em seus olhos com impaciência, e disse:

– Já disse que aqui é lugar de ficar quieto, será mesmo que não consegue nem por alguns minutos?!?!

O menino a olhou com olhos cheios de lágrimas, e respondeu:

-Sim mamãe eu consigo, mas eu queria apenas o teu colinho.

Agora parecendo mais impaciente a mãe o coloca na cadeira do lado e lhe responde:

-Tu quer colo? Mas será mesmo que não vê que estou ocupada?

Voltei aos meus pensamentos, refleti por longos minutos, quanto tempo será que ainda restava para dar colo ao filho mais velho? Quanto tempo ainda estava sobrando para pega-lo no colo e lhe contar uma história? E de que forma nós temos aplicado o nosso tempo? Será que estamos tão ocupados de frente para as telas e esquecendo que o amor também afaga?

A doutora chamou, a mãe largou tudo o que estava “fazendo” para dar atenção a consulta, o menininho de cabeça baixa seguiu a mãe, imitando um avião com a mão, dessa vez em silencio, pois seria ousadia fazer barulho ali, seguiu com seus pensamentos, lá no mundo da imaginação, onde ele pode criar uma mãe com mais tempo e dedicação.

E eu segui aqui imaginando, quantas vezes fiz isso com uma criança, quantas vezes não a respeitei como um ser único e cheio de sonhos…Ainda tenho a oportunidade de um dia ser uma mãe melhor que os exemplos que a vida me da, e vocês já está fazendo a diferença na tua vida e de quem te rodeia?

Beijos no coração, essa foi apenas uma reflexão, que martelou na minha cabeça, até vir para o papel…

Morgana Soares.

3 Comments

  1. scarllet

    28 de março de 2017 at 7:59 pm

    Adorei a reflexão!
    Nos faz pensar mesmo
    beijos

  2. Reh Galvão

    28 de março de 2017 at 7:59 pm

    Realmente muito triste, essa vida tão moderna tão avançada em tecnologia é bom quando se sabe usar, sou mãe e já fui falha também, mais hoje sei muito bem equilibrar as coisas .Amei seu post Bjs

  3. Thais Araujoo

    28 de março de 2017 at 8:01 pm

    Muito Bom Esse Textinho❤Parabéns Pelo Blog

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